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terça-feira, 13 de maio de 2014

Somente os Que Não Contaminarem as Suas Vestes Serão Arrebatados

Até cerca de dez anos atrás, eu vinha pessoalmente me empenhando em oração e me esforçando para ver um avivamento do Espírito acontecendo nas Igrejas do Rio de Janeiro, que viesse a se espalhar para o Brasil e para o mundo.
Eu sonhava com uma Igreja visitada poderosamente pelo Espírito Santo, sendo santificada por Ele e pela Palavra, assim como havia sucedido, por exemplo, nos dias de Jonathan Edwards (EUA), John Wesley (Inglaterra) e Evan Roberts (Gales).
Então soou como um tremendo alarme em meu ouvido espiritual, a seguinte voz: “Estes são dias de apostasia, e não de avivamento de Igrejas.”
Entendi que especialmente no mundo Ocidental, em que a iniquidade tem se multiplicado e as pessoas têm dado as costas para Jesus e para o evangelho, não haveria avivamento acontecendo nos mesmos moldes do passado, senão crentes sendo avivados individualmente, em suas congregações, sejam elas denominacionais ou independentes.
Não importaria o tamanho da congregação, pois sempre haverá desde então, aqueles que têm andado de branco com Jesus, e aqueles que seguirão obstinadamente um viver pecaminoso.   
Veja a palavra que Ele dirigiu à Igreja de Sardes, em Apocalipse 3.4:
“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco  junto comigo, pois são dignas.”

Aqui se destaca que dignos para Jesus são aqueles que se santificam, e é isto que significa; que andarão de branco juntamente com Ele, porque as alvas vestes simbolizam santidade. Ele mostra assim, que eram apenas estes poucos daquela Igreja que teriam comunhão com Ele.
É importante que se destaque que das sete igrejas citadas em Apocalipse 3 e 4, apenas duas não foram repreendidas pelo Senhor. Todos os que andavam de maneira desordenada nas demais são convocados a se arrependerem dos seus maus caminhos.
Estas igrejas são representativas, sobretudo de todas as igrejas que estarão na Terra no tempo do fim, e nelas se aponta prostituição cultual, hierarquismo eclesiástico (nicolaítas), práticas pagãs e ocultismo oriundo de mescla com sociedades secretas (doutrina de Balaão), idolatrias, entre outros pecados graves apontados pelo Senhor.
A partir do quarto capítulo de Apocalipse não mais se fala sobre a Igreja, e o assunto passa a ser as ocorrências do chamado período da Grande Tribulação.
Os que se arrependeram e se corrigiram com as repreensões do Senhor foram arrebatados, mas não se pode esperar o mesmo em relação aos que permaneceram desobedientes, uma vez que não haveria então necessidade de serem alertados e repreendidos.
Assim, seja a sua congregação, grande ou pequena, não espere ver todos os crentes andando em um só espírito, abundando em boas obras, porque estes dias são passados, e sempre haverá em quase todas as igrejas, com exceção de Esmirna e Filadélfia,   aqueles poucos que andam com as vestes alvas da santidade, entre aqueles que têm se tornado repreensíveis, pelo seu comportamento não santificado. 

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